Vivemos uma ditadura velada?


Fonte: https://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2018/12/anistia-serveimage-1024x762-1024x585.jpg


“Por tudo isso, é preciso ampliar a luta para isolar os protofacistas. É hora de canalizar a indignação generalizada com este governo. Nossos direitos mais básicos estão sendo ameaçados e o futuro da nação está em jogo”.


Sabemos que temos a liberdade para falar sobre o que pensamos, porém, está havendo uma tentativa de silenciar a todos que querem expor seus pensamentos de uma maneira incisiva e mais aprofundada. Isso escancara as mazelas do sistema que vivemos. Devemos resistir e expor nossa maneira de pensar, mas como faremos isso sem que aja qualquer atitude de nos silenciar? Na atual conjuntura da nossa sociedade, podemos ver que boa parte da população quer ouvir só o que convém, não havendo espaço para um pensamento crítico ou questionador.


Somos silenciados por esse pensamento da extrema direita, que cresceu em território nacional, regido pela classe dominante que atualmente assola o Brasil, impondo sua ideologia e silenciando a todos que vão contra o pensamento denominado certo por eles, assim, perpetuam que a sociedade desperte, e se una contra tal ideologia nefasta.


“Diante do recrudescimento do autoritarismo, é preciso unir as lutas. As manifestações em defesa da educação, da cultura, da Amazônia e do meio ambiente, de povos indígenas e de quilombolas são parte de um mesmo enfrentamento contra o programa da extrema-direita e da classe dominante. A luta das periferias, por sua vez, é estratégica e deve estar no centro deste enfrentamento. Os assassinatos de moradores das favelas, principalmente negros, relembra todo o país sobre quem são os alvos prioritários do autoritarismo dos governos, da truculência das polícias e da ação de milícias e do crime organizado”.


O Brasil desde a sua independência têm uma democracia fragilizada. O último ataque dos tiranos a democracia foi em 1964, onde os militares, novamente com a classe dominante da época, deram um golpe de estado, que deixou o Brasil durante 21 anos na sua mais obscura história. Atualmente, temos os resquícios desse período de “regime” militar presente no pensamento da sociedade brasileira. Assim como na época da ditadura, os que tinham um pensamento crítico e questionava os denominados "representantes do povo", eram perseguidos e considerados inimigos do país.


Recentemente esse pensamento ditatorial ganhou força em diversos segmentos do país, tendo novamente uma legalidade moral e cívica dos representantes do governo, além da classe dominante que impulsiona tais pensamentos, onde se posicionar contra o atual governo é ser considerado inimigo da sociedade brasileira. Essa perseguição a todos que se posicionam e demonstram um pensamento questionador são traços de uma ideologia, onde a elite do nosso país quer tomar conta da narrativa da história, fazendo eles (elite) assumirem o papel de protagonista e apagando seus erros históricos contra as massas populares. O autoritarismo está ávido no atual contexto desse país, é evidente que hoje as pessoas são hostilizadas e perseguidas por não seguir a linha e raciocínio ideológicos denominados como certos. Isso faz parte da onda conservadora que vem assolando o território brasileiro.


Em tempos sombrios como esse, devemos ratificar nosso posicionamento pela nossa classe social, e resistir a essa ditadura velada. Elevando nosso pensamento critico e questionador e unificando as massas populares para que jamais sejamos silenciados.


Todo o poder emana do povo!


Robson é historiador e membro da Revista Clio Operária.



Referências:

https://movimentorevista.com.br/2019/09/derrotar-a-extrema-direita-no-brasil-e-no-mundo/

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