• Clio Operária

Venha estudar China!

William Poiato*


Bem vindo à Coluna Pagu, coluna quinzenal do Clube Pagu para a revista Clio operária. A ideia desta coluna é comentar e auxiliar na leitura do livro do mês do Clube e ainda por cima debater um pouco sobre o Marxismo leninismo.


Acesse o Clube Pagu: www.clubepagu.com.br

Hoje comentaremos uma atividade financiada pelo Clube, o Centro de Estudos Marxistas da Zona Leste (CEM-ZL). O CEM existe desde 2016, inicialmente suas atividades eram na FMU de São Paulo, em 2018 decide-se transferi-lo para Zona leste paulista, ocupando espaços públicos mensalmente com debates marxistas na Zona leste paulista.


Em 2020, decidimos fazer um desafio: Debater o socialismo no Século XXI! Partindo de experiências concretas e atuais de Cuba, China, Coréia Popular, Laos e Vietnã. Para isso criamos os Grupos de Trabalho.



Já está em atividade o Grupo de Trabalho — China, debateu este mês as observações de Hu Qiaomu (importante intelectual que ocupava o posto vice-diretor do Departamento de Propaganda do Partido Comunista da China) em 1951, sobre os primeiros 30 anos do Partido Comunista Chinês. Apresenta fortemente como se formou o partido revolucionário e um balanço bastante positiva após trinta anos e sua fundação, reforçando as características marxistas-leninistas e a importância do camarada Mao, no processo e de sua vertente teórica, o Maoismo, além de ser bastante elogioso à Stalin ao cita-lo :


“A vitória da Revolução Chinesa convenceu firmemente a classe operária e os povos coloniais e semicoloniais de todo o mundo que a causa da libertação da classe operária e dos povos coloniais e semicoloniais, que foi iniciada pela Revolução de Outubro, está prestes a ser vitoriosa.”


No próximo mês o debate será sobre o livro de Elias Jabour “China: Socialismo e desenvolvimento, 70 anos depois” abarcando o restante da história recente da revolução chinesa. Este defende a natureza socialista da experiência chinesa, em outro texto busca defender que a China hoje funda um novo modo de produção, a Nova economia do projetamento, que o autor defende


“O foco na economia real é o que diferenciará e oporá a Nova Economia do Projetamento à “instabilidade estável” da financeirização. A ciência de destaque do tempo presente e futuro é, e será, a ciência da planificação econômica. Essa ciência (misturada com arte) foi a maior conquista e criação humana desde o início de sua existência. Deverá ser tomada para si pelos humanistas e os marxistas de forma geral. A sua não apreensão é grave desvio intelectual e, mesmo, gasolina intelectual ao obscurantismo.”


Nosso compromisso é superar as impressões e imprecisões no debate sobre a China entre a esquerda brasileira. Esta oscila entre um apoio acrítico e não embasado e uma crítica permanente igualmente permanente, tendo as reformas de Deng como o olho do furacão e da confusão teórica.


Queremos convida-los à acompanhar o GT-China em sua empreitada, se não for de São paulo, convocamos à coragem de gerar em sua localidade grupos para debater e ampliar os conhecimentos sobre o “socialismo real” de nosso tempo.


*William Poiato é Professor de Geografia, coordenador do Cursinho Popular Lima Barreto — Favela Vila Prudente & co-organizador do Clube Pagu.


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