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O que Lênin aprendeu lendo Marx e Engels


Conheçam www.clubepagu.com.br __ Bem vindo à Coluna Pagu, coluna quinzenal do Clube Pagu para a revista Clio operária. A ideia desta coluna é comentar e auxiliar na leitura do livro do mês do Clube e ainda por cima debater um pouco sobre o Marxismo leninismo.


Um dos livros de Julho foi “O que Lenin aprendeu lendo Marx e Engels” de Leon Denis, o livro vem complementar nosso intento de Junho-Julho de municiar nossos assinantes com uma sólida bibliografia do revolucionário Russo, iniciando com “Democracia e luta de classes” e “O Estado e a revolução” do próprio Lenin e seguindo com o lançamento do LavraPalavra “O pensamento de Lenin” de Lefebvre e a obra de Denis.




Chegando ao autor, Leon Denis é licenciado em Filosofia e pós-graduado em Psicopedagogia Clínica e Institucional. Pioneiro no ensino de ética animal, direitos animais e veganismo em escolas públicas no Brasil. Membro fundador da Sociedade Vegana (Brasil), da Liga Animalista e EBRAV – Educadores Brasileiros Abolicionistas Veganos. Membro do Laboratório Ousia de Estudos em Filosofia Clássica do IFCS-UFRJ, membro do Programa de Estudos em Representações da Antiguidade - PROAERA-UFRJ e sócio efetivo da Sociedade Brasileira de Estudos Clássicos (SBEC). E nesta mentalidade de estudar e preservar os clássicos cria uma introdução primorosa ao Lenin - apesar de não ao leninismo. O livro traz um prefácio de Anita Leocádia Prestes, o texto se divide em seis partes, uma primeira sobre Engels traz a aventura de Lenin como seu breve biografia em uma nota na ocasião de sua morte e o profundo conhecimento da vida de Engels e especialmente de sua teoria, classificando o mesmo como aquele que trouxe o Marxismo a ação, homem da prática, educador dos comunistas, jogando as bases para pensarmos em um Linin muito influenciado por Engels; a segunda parte o autor trava uma pequena narrativa da biografia de Lenin (como quem coloca a biografia de Engels - Lenin em paralelo); em seguida a terceira parte debate buscando na obra de Lenin um ponto democratizado, o artigo “As Três Fontes e as Três partes Constitutivas do Marxismo” onde Lênin se mostra em suas melhores características, um estudioso marxista e um agitador e sintetizador sagaz, onde aponta as bases do marxismo - ou superadas por estes (Materialismo; economia inglesa e socialismo utópico); no quarto trecho, como quem dá um passo atrás para mostrar a grandeza e proximidade de Lenin também com Marx retoma o artigo biográfico produzido por Lenin sobre ele, talvez a parte central do texto que mostra que para Lenin há uma identidade entre Marx e Engels e Lenin se coloca como um continuador desta obra na práxis - teoria e prática; por fim, na quinta parte traz o teor rigoroso do pensamento leninista com relação à dialética, e trazendo outro elemento importante em Lênin, o estudo sistemático de Hegel, onde o líder revolucionário afina sua noção teórica e a profundidade do movimento dialético na sociedade.


Devemos terminar este artigo com esta grande dica de leitura e nos perguntando: diante de nossa conjuntura, da desorganização geral diante de um inimigo organizado, da avalanche ofensiva diante dos trabalhadores no Brasil a pelo menos quatro anos, vamos continuar nos esquivando de Lênin ou nos municiar com ele? Para responder esta pergunta devemos voltar a ultima parte do livro onde Denis resgata todo o poder teórico e a luta política posta por Lênin, tão aviltado e com seu pensamento apagado e esquecido - com suas bases distorcidas e torcidas - será sem motivo?


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