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A liberdade é uma luta constante | Coluna Pagu

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Bem vindo à Coluna Pagu, coluna quinzenal do Clube Pagu para a revista Clio operária. A ideia desta coluna é comentar e auxiliar na leitura do livro do mês do Clube e ainda por cima debater um pouco sobre o Marxismo leninismo.

Um dos livros de Agosto foi “A liberdade é uma luta constante” de Angela Davis, o livro é uma coletânea de entrevistas desta militante histórica dos EUA editorada pela Boitempo, obra não só atual mas de valor agitativo imenso.



A comunista Angela Davis tem um gigantesco histórico combativo, muitas vezes apagado em torno de transformá-la em uma figura domesticada, um símbolo vazio de luta feminina e negra. Mais que isso, tanto perto do Panteras Negras como do PCUSA ela sempre lutou pela emancipação humana.

O texto é dividido em 10 partes, tratando de temas mais diversos, destacamos três:

O texto de abertura do livro “ as lutas progressistas contra o insidioso individualismo capitalista” a ativista social defende de forma bastante interessante, ela localiza uma tarefa adicional aos ditos movimentos das minorias, ou melhor dizendo, as lutas anti-opressões (feminista e racista, citadas nominalmente), onde estes possuem uma característica somada à uma tarefa, a de em seu interior superarem o individualismo capitalista e serem ao mesmo expressão da necessidade da luta coletiva. Ângela aponta portanto uma luta de longa jornada, abraçando o horizonte da coletivização dos indivíduos em torno das diversas pautas em luta, sendo que a própria luta se transforma no caminho.

Um segundo tema, na esteira de repressão policial aos negros nos EUA é uma Angela Davis diferente da pintada pelo movimento liberal, que afirma abertamente: “Precisamos falar sobre mudança sistemica!”. Aponta que dada a natureza dos crimes da polícia (por ex. Ferguson), a mudança concreta necessária seria mais que apenas reformar a polícia ou o aparato do Estado e seria no caminho, mas além, do controle comunitário da defesa das comunidades e que para atingir este “mais”, este “além” este “inimaginável” é necessário em conjunto uma mudança no sistema! Somente mudando o sistema o restante do maquinário se transforma junto, é um momento posterior e simultâneo: Esta luta desvela a necessidade e encaminha para a mudança, porém ela sozinha é incapaz de se completar!

A terceira parte escolhida, para despertar a curiosidade foi: “Solidariedade transnacionais”. Lembrando de Hrant Dink, jornalista Turco que fez uma luta internacionalista contra o genocídio armênio, Ângela Davis ressuscita símbolos da luta anticolonial e a atualidade desta luta para o mundo e até mesmo internamente aos EUA, como o KKK se mantém e esteve ativo em uma tentativa de massacre da população negra, como as grandes universidades estadunidenses se ergueram em relação intrínseca à escravidão e a própria nação tinha este cheiro colonial e escravista, que a luta pela descolonizações é fora mas também dentro de cada nação, esta tarefa legado nos EUA à população negra é um chamamento à luta diária e a reconstrução revolucionária do mundo! Se chegou até aqui, gostaria que esse texto seja um convite para leitura ativa do livro e para conhecer o nosso Clube. ----- Assine o Clube Pagu www.clubepagu.com.br


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