• Clio Operária

A insanidade política bolsonarista

Robson J. Almeida*


Podemos observar que nos últimos 4 anos os brasileiros têm se atentado a esse tema sobre política. Virou uma certa “moda” as pessoas discutirem e debaterem esse assunto, mas infelizmente vivemos em uma era onde há muita informação, o que deveria ser um aspecto positivo, porém, as fakes news também vêm ganhado espaço e isso acabou por prejudicar a veracidade das informações.


Com essa disseminação de falsas notícias, criou-se uma distopia na sociedade, fazendo um assunto tão importante virar uma banalidade. A política brasileira, atualmente, vem vivenciando um caos; políticos que deveriam dar o devido exemplo não vêm cumprindo seu papel, temas de questões seríssimas não são levados com a devida importância, sendo deixados de lado por uma questão ideológica que o atual governo escolheu por fazer.



A ignorância de boa parte do eleitorado bolsonarista, que prejudica setores cruciais na sociedade brasileira. Fonte: https://miro.medium.com/fit/c/256/256/0*Js-HYZySBg2_ERgC.jpeg

As fakes news elegeram Jair Messias Bolsonaro, o atual chefe de estado do Brasil, mas o que preocupa nesse panorama são os eleitores que votaram nele, por acreditar fielmente, sem questionar as idiotices que ele, juntamente com seus adeptos, propagou durante as eleições de 2018. Quem não se lembra do “kit-gay”? Uma disseminação de notícias falsas de cunho preconceituoso, mesmo havendo informações que mostravam a veracidade da notícia, mesmo assim, a fake news já tinha ganhado força nacional.


Analisando esse contexto de 2018 até a conjuntura atual do país, vemos que pouco mudou. O Brasil tem um presidente que prefere acreditar em teorias da conspiração, que mistura religião com política, não respeitando a constituição de um país laico. Argumenta que boa parte da mídia seja ela nacional ou mundial, inventa notícias para acabar com o seu governo, e ainda por cima existe uma insanidade maior por parte dos adeptos ao ‘bolsonarismo’ que acreditam em tudo que o Bolsonaro diz, não questionando o presidente, mesmo que a fala dele seja imoral ou insana.


O fanatismo dos bolsonaristas vem crescendo descontroladamente, a preocupação desses adeptos não é com o país e sim com o “mito” que eles elegeram. Com uma pandemia acontecendo, o presidente ao invés de estar preocupado com a vida de seus cidadãos, está pensando na economia do país. Disse em rede nacional, durante um pronunciamento que o novo coronavírus (COVID 19), não passava de uma “gripezinha”, então não precisaria do isolamento social, apenas do isolamento do grupo de risco.



Após o pronunciamento do presidente, pedindo a reabertura dos comércios, e ironizando o novo coronavírus iniciou-se protestos dos adeptos para que essa decisão seja cumprida. Fonte: https://miro.medium.com/fit/c/256/256/0*Js-HYZySBg2_ERgC.jpeg
“Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e confinamento em massa, o grupo de risco é o das pessoas acima dos 60 anos, então por que fechar escolas? Raros são os casos fatais de pessoas saudáveis com menos de 40 anos de idade, não teremos qualquer manifestação caso se contamine, pelo meu histórico de atleta, caso eu fosse contaminado pelo vírus eu não precisaria me preocupar — ou um ‘resfriadinho’ ou ‘gripezinha”. Disse presidente Bolsonaro.


Bolsonaro comprimento seus simpatizantes, durante uma manifestação a favor do seu governo, provocando aglomerações em meio a uma pandemia sem precedentes da história da humanidade. Indo contra as recomendações que a OMS (Organização Mundial da Saúde) aconselhou países do mundo inteiro para o combate do novo coronavírus. Fonte: https://conteudo.imguol.com.br/c/noticias/7a/2020/03/17/15mar2020---mesmo-em-meio-a-pandemia-presidente-jair-bolsonaro-sem-partido-fura-isolamento-para-cumprimentar-apoiadores-1584479678741_v2_750x421.jpg

Com esse discurso totalmente sem sentido, indo contra as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde), criou-se então um conflito de interesses; os bolsonaristas, como de praxe, apoiam as falas do presidente, sem questiona-las, pedindo o fim do isolamento e a abertura dos comércios. E por outro lado pessoas coerentes e políticos fazendo o mínimo que se espera, colocando a vida como o mais importante a se preocupar nesse momento. Vemos que a luta de classe citada por Karl Marx, está ávida, os interesses dos patrões (classe dominante), está no lucro perdido durante essa pandemia, não ligando para a vida dos seus trabalhadores e se importando apenas com a economia do país. O empresário no Brasil deve sofrer muito não?



Um casal de idosos adeptos ao atual governo, que não temem o novo coronavírus, mas, mesmo assim estão usando máscaras. Fonte: https://mediastorage.cnnbrasil.com.br/IMAGES/00/00/00/1173_0EE1B64C4D9A1833.jpeg

Com todo esse repertório negativo perante a política brasileira, precisamos refletir e retirar pontos positivos para em um futuro próspero, não eleger pessoas como Bolsonaro. Devemos unificar as massas sociais, politizar nossos cidadãos, para direcionar o melhor voto para eleger os representantes na política, pois enquanto isso não acontecer, a classe dominante vai estar no poder e continuará ditando as regras do sistema, onde o pobre e o trabalhador não terão voz ativa. Apenas com uma grande conscientização das classes sociais, podemos mudar esse cenário no Brasil.



Fonte: https://miro.medium.com/fit/c/256/256/0*Js-HYZySBg2_ERgC.jpeg


*Robson J. Almeida é historiador, escritor e sempre ávido por transmitir conhecimento.



Referências:


https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/03/24/covid-19-bolsonaro-culpa-imprensa-por-panico-e-volta-a-falar-gripezinha.htm

4 visualizações
apoie.png