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A aventura imperialista americana na Guerra Civil Russa (1918–1922)

Coletânea de documentos (Tradução de Matheus ‘Gusev’*)


O ano é 1917. Os bolcheviques acabam de realizar uma das maiores revoluções de toda a história. O Governo Provisório de Alexander Kerensky é derrubado. A Rússia se torna vermelha. Com o Partido Comunista no poder da República Socialista Federativa Soviética da Rússia e a classe trabalhadora engrandecida, parasitas, oportunistas, imperialistas, autocratas e capitalistas rumaram à lixeira da história.

Claramente, toda a classe de vermes não caíra sem uma encarniçada luta e, desta vez, veremos um pouco sobre um de seus principais apoiadores: os Estados Unidos da América.


*Matheus 'Gusev' Jorge, 21 anos, instrutor de língua russa há 3 anos, tradutor e membro da OJCRB e UJC


Os Intervencionistas


Quando a Guerra Civil Russa tem início, o Exército Branco — composto majoritariamente por mencheviques e monarquistas remanescentes —solicita apoio internacional. Tal pedido de socorro nada mais fora do que uma tentativa desesperada de se combater os bolcheviques, os quais se encontravam superiores, tanto em números, quanto em logística.

Não tardou para que aproximadamente 20 países sedentos pelo gigantesco território russo se propusessem a apoiar os contrarrevolucionários. Dentre os principais “aventureiros expansionistas”, pode-se mencionar: Estados Unidos da América, Polônia, Alemanha, Império do Japão, Império Britânico, Império Otomano, Tchecoslováquia, Reino da Itália, Canadá, Austrália e França.

No período em que a Guerra Civil assolava as estepes russas, os americanos possuíam como presidente um famoso intervencionista (e falso moralista): Thomas Woodrow Wilson, fundamentador de uma narcisista e psicopata ideologia denominada “wilsonianismo”, a qual regia uma série de porquês pelos quais os Estados Unidos da América deveriam, moralmente, “promover a democracia ao redor de todo o globo”. Evidentemente um idealista.

Thomas Wilson, ao saber da possibilidade de mandar suas tropas para o território russo e, eventualmente, expandir sua zona de influência através da imposição do capital americano em uma Rússia fragilizada, aprofunda suas relações com os líderes contrarrevolucionários brancos.

Mesmo com estreitas relações com os líderes da contrarrevolução, de forma meramente diplomática, felicita o governo soviético durante o IV Congresso dos Sovietes de toda a Rússia em 1918.


Telegrama de boas-vindas do Presidente W. Wilson [1] ao IV Congresso dos Sovietes de toda a Rússia em Moscou [2]

11 de março de 1918.


“Aproveitando a reunião do Congresso dos Sovietes, eu gostaria, em nome do povo dos Estados Unidos, de expressar a nossa sincera simpatia para com o povo russo no presente momento, quando o governo alemão interveio para impedir a luta pela liberdade, para destruir todos os seus ganhos e para substituir os desejos do povo russo pelos desejos da Alemanha. Embora o governo dos Estados Unidos não esteja agora, infelizmente, em condições de prestar uma assistência direta e válida, através deste Congresso, asseguro ao povo da Rússia que utilizará todas as oportunidades para garantir a plena soberania e independência da Rússia nos seus próprios assuntos e a plena restauração do seu grande papel na vida da Europa e do mundo moderno. O povo dos Estados Unidos está de todo o coração com o povo da Rússia no seu desejo de se libertar para sempre do governo autocrático e de se tornar o árbitro do seu próprio destino [3].”

Fonte: Relações soviético-americanas. 1919–1933: Coletânea de documentos. M., 1934. Página 12.


Notas:


[1] Thomas Woodrow Wilson (1856–1924) foi um estadista e político dos EUA. Em 1911–1913 foi governador do Estado de Nova Jersey. Em 1913 até 1921, presidente dos EUA. Após a Revolução de fevereiro na Rússia, ele procurou impedir sua saída da guerra. Um dos iniciadores da criação da Liga das Nações. Participou ativamente da conferência de paz de Paris (1919–1920), cujos resultados foram desfavoráveis para Wilson: o Senado se recusou a ratificar o Tratado de paz de Versalhes. Tendo sido derrotado nas eleições presidenciais de 1920, Wilson se afastou da atividade política (Dicionário diplomático. M., 1984. T. 1. Pág. 202).

[2] O apelo de V. Wilson ao IV Congresso Extraordinário de Sovietes de toda a Rússia foi preparado no dia 9 de março de 1918 pelo funcionário responsável do Departamento de Estado dos EUA W. Bullitt que iniciou este apelo na esperança de poder fortalecer posições de opositores na ratificação do Tratado de Brest-Litovskiy. Depois de consultar especialistas sobre a questão russa entre seus colegas e jornalistas, Bullitt elaborou um discurso presidencial e o enviou a Wilson. Curiosamente, no mesmo dia, Wilson enviou uma nota com uma proposta semelhante ao coronel House. “O que você acha — House perguntou a Wilson — sobre o envio de uma mensagem de aprovação para a Rússia até a data da convocação do Congresso dos Sovietes no dia 12? Assim, os nossos conhecidos sentimentos de amizade para com a Rússia podem ser mais uma vez confirmados, e podem proclamar o nosso desejo de a ajudar a tornar-se um Estado Democrático”. Em seu diário, House escreve que a resposta a esta carta foi o texto de “um dos endereçados presidenciais mais claramente formulados, consistindo de três parágrafos.” (Kennan G.: Russia Leaves The War. N. Y. 1967. Páginas 510–511).

[3] O texto da mensagem de Wilson foi instruído a ser lido ao presidente do Congresso, Y. M. Sverdlov. A transcrição mostra que depois de Sverdlov terminar a leitura, os aplausos se seguiram (de acordo com testemunhas oculares — “lágrimas”). Então Sverdlov ofereceu um texto de resposta do Congresso ao presidente americano. A resposta dizia: “O Congresso expressa sua gratidão ao povo americano e, em primeiro lugar, às classes trabalhadoras e exploradas dos Estados Unidos norte-americanos pela expressão do Presidente Wilson de sua simpatia pelo povo russo” (Ivanyan E. A. Kremlin contra a Casa Branca / EUA. 1995. №1. Página 75).

Woodrow necessitava de um pretexto, diante do cenário internacional, para o envio de suas tropas. Para isso, adotou a falsa de ideia de “missão pacificadora”, onde “diplomaticamente enviaria dois regimentos de 14 mil soldados armados” para “resgatar as tropas da Legião Tchecoslovaca” que se encontravam presas no extremo oriente russo. As tropas da então chamada Força Expedicionária Americana (AEF) desembarcam em Vladivostok (missão “extremo oriente”) e Arkhangelsk (missão “urso polar”), em de agosto de 1918, juntamente de 60.000 soldados japoneses, 4.000 canadenses, 2.000 italianos, 4.000 australianos e mais algumas dezenas de regimentos franceses e britânicos, todos dispostos “a lutar pela paz”.


Memorando do Secretário de Estado dos EUA aos embaixadores aliados sobre as condições de participação dos EUA na intervenção na Rússia.

17 de julho de 1918.


“…[1] o governo dos Estados Unidos considera seu dever declarar que, enquanto a situação militar na frente oriental permanecer crítica, não pode consentir na cessação ou enfraquecimento dos esforços que estão sendo feitos agora, dedicando qualquer parte de suas forças militares a quaisquer outros pontos e propósitos…[2] O governo dos Estados Unidos espera cumprir os planos para a proteção da retaguarda Tchecoslovaca, agindo a partir de Vladivostok, de modo a colocá-los e a protegê-los em estreita cooperação com as pequenas forças do Japão e, se necessário outros aliados, os quais serão pacificamente aceitos por todos os aliados. O governo dos Estados Unidos propõe um pedido a todos poderes associados para, conjuntamente, assegurar o povo russo de maneira aberta e solene, de forma que nenhum dos governos atuantes, se na Sibéria ou no Norte da Rússia, afetem a soberania política da Rússia em nenhum grau, interfiram em seus assuntos internos ou violem a sua integridade territorial, agora ou no futuro, mas que cada um [3] tenham como objetivo: prestar-lhe a devida assistência, a qual pode lhe ser aceitável ao povo russo em suas tentativas para recuperar o controle sobre seus próprios negócios, em seu próprio território e em seu próprio destino. O governo dos Estados Unidos espera e pretende utilizar-se, logo que possível, da oportunidade de enviar à Sibéria uma comissão de comerciantes, técnicos agrícolas, consultores do trabalho, representantes da cruz vermelha e a Associação Cristã de Jovens, utilizados para organizar, divulgar informações úteis da melhor forma e de ter uma certa assistência educacional, de forma sistemática, satisfazendo, assim, as necessidades econômicas imediatas do povo neste lugar de todas as formas possíveis.”

Fonte: Relações soviético-americanas. 1919–1933: Coletânea de documentos. M., 1934. Páginas 17–19.


Notas:


[1] Texto omitido sobre o papel dos EUA na Primeira Guerra Mundial.

[2] Texto omitido sobre a situação na frente italiana.

[3] Refere-se aos países da Tríplice Entente.



Resposta do Presidente W. Wilson à resolução do senado dos EUA sobre as tropas americanas na Sibéria

25 julho de 1919.

“Esta ação foi realizada em conjunto com o Japão e para fins gerais acordados com as outras potências aliadas [1], principalmente para salvar as tropas tchecoslovacas, as quais foram ameaçadas de destruição por exércitos inimigos, aparentemente organizados e, em muitos casos, compostos por prisioneiros de guerra. O segundo objetivo que tinha em mente era apoiar qualquer tentativa dos russos de se defenderem ou estabelecerem a lei e a ordem caso concordassem em aceitar assistência. [2]… A população da Sibéria, cujos recursos foram quase esgotados pelos longos anos de guerra e pelas condições caóticas que nela existiam, só pode ser protegida de um novo período de caos e anarquia restaurando e mantendo a comunicação sobre a ferrovia siberiana. A população da Sibéria ocidental e as forças do Almirante Kolchak são totalmente dependentes dessas ferrovias. Autoridades russas no país conseguiram enviar grandes quantidades de bens e produtos à Sibéria, e o Ministro da Guerra está, atualmente, firmando contratos com grandes sociedades cooperativas que operam em toda a Rússia européia e asiática para enviar mais remessas que atendam as necessidades da população civil. O governo de Kolchak também está tentando providenciar a compra de medicamentos e outros suprimentos da Cruz Vermelha do Departamento da Guerra, e a própria Cruz Vermelha americana está tentando fornecer a assistência a quem se destina. Todos os elementos da população da Sibéria aguardam ajuda dos Estados Unidos. Essa assistência não pode ser fornecida à população siberiana e, finalmente, à Rússia, se a intenção de restaurar o tráfego ferroviário, alimentada por dois anos e meio, for abandonada. A presença de tropas americanas é um fator importante na implementação desse esforço. Isso determina o trabalho do Sr. Stevens [3] e, o que é extremamente importante, o plano proposto pelo Japão prevê especificamente que o Sr. Stevens e todos os especialistas em ferrovia estrangeiros serão chamados quando as tropas forem retiradas. A partir dessas observações fica claro que o objetivo de deixar as tropas Americanas na Sibéria, é que, com a ajuda das grandes potências aliadas, nós poderíamos manter aberta uma necessária artéria comercial e fornecer à numerosa população da Sibéria uma assistência econômica essencial que, para ela, em tempos de paz, se fará necessária devido às condições resultantes de uma longa e cansativa a participação russa na guerra contra as potências centrais. Esta última foi, sem dúvida, de grande importância para a causa dos Aliados, e as pessoas que sofreram por essa causa merecem, particularmente, a ajuda que lhes podemos dar no domínio da reconstrução industrial e econômica.”

Relações soviético-americanas. 1919–1933: Coletânea de documentos. М. 1934. Páginas 21–23.


Notas:


[1] em dezembro de 1917, em uma conferência especial dos representantes dos países da Entente, em Paris, foram abordadas as questões da proteção a cidadãos estrangeiros no extremo Oriente, eliminação do perigo Austro-alemão de prisioneiros de guerra na Sibéria e no extremo Oriente, e a necessidade de ajudar na evacuação das tropas tchecoslovacas. Na conferência, foram distribuídas “Zonas de Ação”. Os Estados Unidos e o Japão receberam a Sibéria e o Extremo Oriente. Em 6 de julho de 1918, o governo dos EUA decidiu enviar suas tropas para o território do Extremo Oriente. Um plano de ações conjuntas das potências aliadas nos territórios da Sibéria e do Extremo Oriente foi desenvolvido. De acordo com dados americanos, em 1919 havia 9 mil americanos e mais de 60 mil soldados e oficiais japoneses nesses territórios. Nos Estados Unidos, foi criada uma comissão especial para a exploração das riquezas do Extremo Oriente (Guerra Civil e intervenção militar na URSS). M. 1983.

[2] Texto omitido sobre as atividades do representante americano no Governo Provisório de D. Stevens na Sibéria.

[3] John Frank Stevens é engenheiro, ex-diretor do projeto do canal do Panamá, especialista ferroviário americano convidado para a Rússia pelo Governo Provisório para resolver a questão do estabelecimento do tráfego ferroviário na Sibéria. Em 1917–1918 foi o chefe da Missão Ferroviária Americana na Rússia.


Começam os combates


Com os exércitos imperialistas já marchando pelas vastas terras da Rússia, os americanos iniciam seus planos de resgate da Legião Tchecoslovaca e a continuação da construção da ferrovia transiberiana. Ter parte de uma ferrovia construída por mãos americanas significava, não só o ínicio da destruição da soberiana do povo russo, mas também o estabelecimento das tão estimadas zonas de influência. Tal ferrovia também facilitaria o transporte de soldados e vagões de abastecimento, uma vez que os combates na Sibéria não se faziam tão facilmente e os soldados passavam por dificuldades extremas. Clima, comida, falta de reconhecimento territorial, os americanos — e os intervencionistas como um todo — não tiveram dias agradáveis na Rússia.

Quando as tropas americanas desembarcaram em Arkhangelsk já encontraram resistência dos bolcheviques. Foram árduos combates, uma vez que os alemães, canadenses, franceses e o exército branco, liderado por Koltchak, se uniram aos americanos para destruírem a revolução no norte.

As batalhas ao norte se deram principalmente na disputa pelas regiões de Murmansk, Arkhangelsk, Bolshie Ozerki, Tulgas e Ust’-Padenga. O caos era total. As cidades eram tomadas quase que diariamente. As tropas intervencionistas conseguiram alcançar uma vasta área do norte russo, banindo toda e qualquer referência ao exército comunista. Impiedosos, os americanos e britânicos mantiveram uma facínora ofensiva para manter suas áreas seguras.

Mesmo assim, em um largo assalto ao final de 1919, os bolcheviques retomam todo o norte e, com a ajuda de sua artilharia, destroem grande parte dos mantimentos e pelotões que cuidavam das cidades. De acordo com o tenente Harry Mead, a batalha de Ust’-Padenga fora uma das mais ferozes. “Soldados do Exército Vermelho Bolchevique, vestidos com uniformes brancos de inverno, levantaram-se da neve e das ravinas em três lados. Avançaram, disparando espingardas automáticas e mosquetes contra os americanos em menor número. Enquanto o Exército Vermelho se aproximava, com baionetas fixas em suas armas, Mead e seus soldados recuaram. Eles correram pela aldeia, de casa em casa , ‘há cada novo choque deixávamos mais de nossos companheiros deitados no frio e na neve, para nunca mais serem vistos’, disse Mead. Finalmente, Mead chegou à próxima aldeia, cheia de soldados americanos. Do pelotão de 47 homens de Mead, 25 morreram naquele dia, e outros 15 ficaram feridos.” (Entrevista com Harry Mead, Smithsonian Magazine, 2019)


Carta do Secretário de Estado dos EUA, Lansing, ao presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, Lodge, sobre a situação na Rússia Soviética

27 de outubro de 1919.


“…[1] desde a derrubada da autocracia em março de 1917, o Departamento de Estado tem estudado os desenvolvimentos na Rússia com a simpatia que os Estados Unidos sempre expressaram por todos os movimentos pela melhoria da ordem política e social. O estudo realizado do movimento bolchevique mostrou, em última análise, que os bolcheviques buscam mudar os princípios sobre os quais o governo e a sociedade se baseiam em todo o mundo, incluindo os países nos quais as instituições democráticas já foram estabelecidas. Eles criaram um sistema político que, concentrando o poder nas mãos de poucos e pela crueldade de seus métodos, lembra o despotismo asiático dos antigos reis. Como evidenciado pelos documentos apresentados no memorando, o resultado de seu governo foi desmoralização, guerra civil e devastação econômica…”

Relações soviético-americanas. 1919–1933: Coletânea de documentos. M. 1934. Página 12.


Nota:


[1] Aqui e além, o conteúdo do texto omitido não é especificado pelos compiladores da coleção no documento em que fora publicado.

Na região de Vladivostok, comandados pelo general William Sidney Graves, os americanos tiveram maior sucesso em suas “empreitadas libertadoras”. Mas não por muito tempo. Desentendimento com as tropas japonesas causaram atritos comparáveis a urubus disputando por uma carcaça, uma vez que o Império Japonês deixara claro que queria anexar o extremo oriente russo. Além disso, a desobediência e falta de diálogo por parte dos soldados do exército branco, levaram os americanos a combatê-los, mesmo que, supostamente, fossem seus aliados.

Sobre a questão de anexação, os Estados Unidos mantiveram-se moderados. Apesar de suas tropas marcharem ocupando vilas e cidades pela recém formada RSFSR, nunca explicitaram um plano de anexação territorial, diferentemente dos Franceses, Britânicos e Japoneses.

Quando os soviéticos passaram a derrotar, ininterruptamente, o exército branco, mesmo em suas zonas “seguras”, parte dos intervencionistas passaram a debandar sua investida sob o país soviético. Com o norte já liberado, os comunistas marcharam como um trem desenfreado à Vladivostok. Ao perceber a instabilidade da região e uma possível derrota do regimento americano, Thomas Wilson ordena a retirada urgente de suas tropas do solo russo. Aproximadamente 190–200 soldados intervencionistas dos Estados Unidos foram mortos em nove meses de campanha no extremo oriente.

Enquanto ocupavam a região, claramente tentaram deixar sua marca. Diferentemente da suposta “ajuda humanitária”, do “resgate de uma legião indefesa” e da “política pacificadora” dita por Thomas Wilson, os americanos, espreitando-se sorrateiramente pelo território soviético, tentaram desestabilizar um governo legítimo com alegações falsas e meramente imperialistas. Suas campanhas exploratórias e aventureiras terminam oficialmente em 1920, com a retirada de todos os soldados de Vladivostok e a vitória da revolução sobre as garras do expansionismo capitalista.

Atualmente, o governo dos Estados Unidos da América credibiliza os cruéis intervencionistas que serviram na invasão à Rússia durante a Guerra Civil, idolatrando-os como “heróis e libertadores”. Mas não se pode reescrever a história. Tais soldados nada mais foram do que um grande plano oportunista para se destruir uma nação e um povo.


Fontes:


ИННОСТРАННАЯ ВОЕННАЯ ИНТЕРВЕНЦИЯ В РОССИИ 1918–1922. A Grande Enciclopédia Russa. Disponível em: https://bigenc.ru/military_science/text/3871873

СЕВЕРНАЯ КОНТРРЕВОЛЮЦИЯ. Корнатовский, Николай Арсеньевич, ид. Молодая Гвардия (1930).

Оккупация по-американски. Сто лет назад армия США вторглась в Россию. RIA NOVOSTI. Disponível em: https://ria.ru/20180815/1526527094.html

The Forgotten Story of the American Troops Who Got Caught Up in the Russian Civil War. Smithsonian Magazine. Disponível em: https://www.smithsonianmag.com/history/forgotten-doughboys-who-died-fighting-russian-civil-war-180971470/






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